Pessoal

Livres?

Quem acompanha as mais diversas listas e grupos de Software Livre, tem percebido que há tempos está havendo uma grande divergência em relação ao ativismo de Software Livre.

Antes de entrar comentar sobre esta divergência, irei fazer uma breve conceituação de termos.

O que é Software Livre?
Com base no texto extraído do site da Free Software Fundation – FSF, temos que:
“Software Livre é um software que dá a liberdade ao usuário de poder compartilhar, estudar e modificar”.
Para um Software ser considerado Software Livre, ele deve atender a 4 principio:
A liberdade de executar o programa como você desejar, para qualquer propósito (liberdade 0).
A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade 1). Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo (liberdade 2).
A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros (liberdade 3). Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.

Nos últimos tempos, a comunidade de uma forma geral se acomodou e não tem mais se importado que algumas distribuições estejam recheadas de softwares privativos. Não há,, como houve antigamente, uma pressão da comunidade sobre os fabricantes para que os mesmos abram o código de seus equipamentos.
Ninguém é obrigado a ser 100% Software Livre, ninguém é obrigado a nada. Mais não podemos ser complacentes com eventos de Software Livre que utilizam e promovem Software não-livre. Houve durante a pré-organização do FLISOL Brasil, uma mensagem para que não fosse utilizado Ubuntu nos Install Fest. Houve muita reação contrária, pois para muitos o Ubuntu é visto como livre. E a culpa é de quem?
Na minha visão a culpa é da própria comunidade, que não se interessou e deixou que a presença dos Firmwares Proprietários não mais incomodassem. E as pessoas, que sempre tiveram o papel de serem transmissores da filosofia, acabaram não continuando esta missão. Hoje temos muitos usuários, que pelo fato de usar Linux (O certo é GNU/LINUX) acham que estão utilizando tudo em Software Livre.
Devemos como comunidade, nos unir e voltar a pressionar para que os fabricantes vejam a força da comunidade e possamos em algum tempo, num futuro não tão distante, a possibilidade de garantir para as pessoas, que fizerem a escolha de utilizarem 100% Software Livre, possam ser atendidos com a qualidade que todos querem.
Devemos também, cobrar para que os principais eventos em 2016, sejam todos baseados em distribuições Livres. O ideal, é que em 2015 já fosse assim, mais sabemos como funciona a organização de um evento de grande porte, e uma mudança repentina pode atrapalhar várias ações.